Artigos do Presidente da Adesf
SNUS & NARGUILÉ

Mário Albanese

*SNUS* é um tipo de tabaco umedecido para ser mascado. Rico em nicotina, vicia rapidamente. De acordo com a *Associação Americana de Pesquisas do Câncer*, o SNUS contém uma substância, nitrosamina, que, pelas evidências científicas, pode causar câncer na boca e no pâncreas. A *concentração de nicotina* no snus é dez vezes maior do que a de um cigarro comum. Nicotina vicia, provoca taquicardia e aumenta significativamente o risco de doenças cardiovasculares. A Suécia é a principal fabricante de snus e onde seu consumo supera o cigarro. O epidemiologista sueco Anders Ahlbom, tem um estudo sobre o tabaco umedecido. É usado para substituir a inconveniência poluidora da fumaça do cigarro nos ambientes fechados. É produzido na Suécia, onde é mais consumido do que o cigarro. A *UST* sueca, integrante do grupo da Philip Morris, fabrica *SNUS* há mais de 70 anos. Sua origem é imemorial e assenta-se no modo primitivo dos indígenas de mascar tabaco. No *século 17 *a* proibição de fumar a bordo,* como medida preventiva para evitar incêndio, motivou os marinheiros a *consumir nicotina mascando tabaco*. Esse hábito disseminou-se para as *cidades portuárias* da Inglaterra, Alemanha e países baixos, porque não polui e não cheira. No Brasil, os *índios ianomâmis* da Amazônia têm *dentes esverdeados* porque sugam *folhas enroladas* de tabaco colocadas sob o lábio inferior, imagine-se então o estrago que ocasiona no interior do organismo. Se essa *mania diversionista* de *mascar tabaco* progredir no país, no lugar dos cinzeiros teremos de volta as *escarradeiras* espalhadas por toda parte... Que a razão, o bom-senso e a sabedoria, mostrem aos incautos usuários desses produtos sua extraordinária nocividade.

*NARGUILÉ, *nome árabe de uma *engenhoca do século 17* originária da Índia, feita com a pretensão de retirar as *impurezas da fumaça* do tabaco. O *Renascimento*, período de transição da história da humanidade ficou marcado com o *invento da imprensa*, a *descoberta da pólvora* e o *desenvolvimento das viagens marítimas* que incrementaram o comércio mundial nesse período. O *progresso científico* foi dinamizado com as invenções do *barômetro, termômetro e do microscópio*. O *narguilé*, também conhecido como *cachimbo de água,* é usado na China para fumar ópio. Fazem parte do Narguilé de 1 a 4 *cachimbos* ligados a uma *mangueira*, um *fornilho *para queimar tabaco misturado às essências de frutas, e um *vaso com água* para refrigerar e filtrar a fumaça. Seu aroma adocicado fica próximo ao de uma *salada de frutas* e bem mais agradável que a *fétida fumaça* dos cigarros, charutos e cachimbos. Quando *fumado em grupo* o *narguilé* funciona inocentemente como um *passatempo* que serve de estímulo para o convívio social. No Brasil e em alguns locais, a *água* é substituída por *uísque ou vodca* e há também quem adicione hortelã para acompanhar o consumo de carne. Motivados por esse *cenário inusitado e propício*, até os *não fumantes* são incentivados a experimentar a *novidade de inalar fumaça resfriada* pela água e com sabor! É inacreditável mas todos os usuários do *narguilé* acreditam que engolir *fumaça com milhares de tóxicos* não fará mal à saúde! Uma sessão de *vinte minutos a uma hora* de *narguilé*, o consumo eqüivale a *10 litros* *de fumaça!* Tenha-se como parâmetro que um cigarro fumado em cinco (5) minutos produz entre 300 e 500 mililitros de fumaça. Na boate carioca Bukowski, perto de 40 grupos de jovens se reúnem para curtir o narguilé pela primeira vez e como oferta da casa... Depois de viciados terão que pagar o valor de *50 reais* por sessão. No Ceará a casa noturna Mavik's oferece o narguilé por 8 reais. Em São Paulo oficinas produzem o aparelho para consumo tanto do comércio como residencial. No século 17, *Jaime I da Inglaterra*, 1566 - 1625, de acordo com o Mestre José Rosemberg, foi o primeiro a rotular o tabagismo como *vício *no livro de grande repercussão, "*Counterblast to Tabaco"*.

Acreditando que o desejo atrai e a fé no trabalho realiza, a ADESF conta com seu imprescindível apoio.

Com particular consideração,

Mário Albanese, OAB 11.159 - Presidente.

voltar