Artigos do Presidente da Adesf
A fumaça esvaiu-se, finalmente!

Mário Albanese

Assunto a espera de um comentário e distante dos aspectos críticos porque em 2009 cumpriu-se o que determina a lei: é proibido fumar em locais fechados de qualquer natureza. Sem dúvida, uma vitória da saúde pública!

Com essa proibição o caminho indicado para quem queira parar de fumar é a atividade física associada a uma férrea decisão do interessado. É preciso associar esses dois importantes fatos, sempre! Pois bem, foi exatamente isso que fizemos na CIPA/CETESB/SMA, com resultados amplamente satisfatórios. Inserido no cinema como um símbolo de masculinidade, o tabagismo rompeu a barreira entre os sexos, ao exaltar também a sexualidade feminina.

Tenha-se em conta que em 1929, o alemão Fritz Lickint publicou a primeira evidência de que o tabaco causaria câncer do pulmão. A ele atribui-se a criação do termo fumo passivo (passivrauchen). Estudo da Universidade de San Diego, na Califórnia comprovou que a nicotina acumulada no corpo e na roupa dos fumantes é suficiente para contaminar as pessoas em volta. Crianças examinadas e cujos pais fumam fora de casa, apresentaram níveis de cotinina, um subproduto da nicotina, 8 vezes mais alto que os filhos de não-fumantes. Os cientistas atribuem o resultado à presença duradoura da nicotina impregnada na poeira dos objetos (Fonte: Revista Veja nº 9, ano 37, edição 1843 de 10.03.2004). Já em 1994, cientistas do Canadá evidenciaram que o fumo passivo prejudica até o feto de gestante que não fuma. Imagine-se então o prejuízo para o nascituro de grávida fumante preso no útero e sem opção?

Com a proibição surgiram dois expedientes paliativos para ingerir nicotina sem a inconveniente fumaça do cigarro, charuto e cachimbo: o snus e o narguilé, que prejudicam muito mais até do que o cigarro.

Informação fidedigna: o fumo passivo também mata!

O pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza.

Com particular consideração,

Mário Albanese, OAB 11.159 - Presidente.

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