Artigos do Presidente da Adesf
A influência das mais variadas formas de mídia

Mário Albanese

Com a expansão dos meios de comunicação a criança, mesmo que não queira, é influenciada por uma diversidade incrível de mensagens provenientes das mais variadas formas de mídia, sempre com sentido enganoso e abusivo. Na irrefreável ânsia de criar novos consumidores esse tipo de propaganda corrompe a ingenuidade infantil, erotiza precocemente seus reflexos e incentiva seu consumismo perdulário, gastador.

Não há como competir com esse tipo de mídia. As campanhas publicitárias da ADESF são veiculadas por interesse da saúde pública, portanto, "sin servicios de pagamento". Os cartazes também são criados por Agência Publicitária de renome internacional. Três desses cartazes foram premiados em Canes, França.

Mérito inqüestionável para a ADESF – Associação de Defesa da Saúde do Fumante por iniciar, há muito tempo, uma atividade contínua em defesa da saúde do consumidor fumante. De fato, além da publicidade enganosa, as tabaqueiras subvertem os valores da saúde pública. Perceba-se que o respeito aos direitos humanos e à liberdade, não são suficientes para pulverizar os malefícios e os danos produzidos pelo tabaco. Essa verdadeira operação de resgate do fumante, marcará significativamente todos esses anos de pregação antifumo. O bem-estar social exige que as diferenças se ajustem, fator crucial para o fim de um ciclo. Arrefecer os ânimos, sem hostilidades aplicando a lei, é um meio eficaz de pavimentar as reformas que estão acima dos interesses individuais. A tradição de protelar a questão está longe de ser simples e não será resolvida sem o apoio social à lei. O confronto entre os que não fumam e os fumantes é induzido pelas tabaqueiras, coadjuvadas por alguns setores, caso típico dos bares e restaurantes, que discutem tudo mas sempre ao arrepio da lei. Trata-se de uma rebeldia por conveniência que, uma sociedade bem informada, certamente repudiará. A plantação do tabaco no Brasil é devastadora e contribui para a desertificação e devastação do patrimônio ambiental do país. Ao olhar complacente do Governo, somam-se os desencontros de concepção e de opinião nitidamente forjados para impedir que esse crime ambiental termine. Afinal, tabaco é mercadoria e, para aplacar a fome no país é preciso plantar alimento.

A consagração desse absurdo é a destruição das matas nativas e sua diversidade vegetal e animal, tudo em nome da ganância sem limites. Não há dinheiro no mundo suficiente para recompor o meio ambiente natural nem os recursos da natureza.

O pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza!

Com particular consideração,

Mário Albanese, OAB 11.159 - Presidente.

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